Recordações de Infância

Apertando nos braços com muita força, um boneco de celulóide.
Fingia, às vezes, que o passeava numa cadeirinha de madeira;
Imitava o seu choro, fazia biberões... de faz de conta, eu era mamã verdadeira.
Quando o esquecia, saltava à corda ou subia bem alto no meu baloiço.
Procurava bichinhos no meu quintal, guardava pedrinhas dentro de um bolso.
Que saudades tenho desse tempo !
Ia com a avó à quinta, sempre a pular. Roía uma cenoura acabada de arrancar,
Caía na presa de água por não sossegar, até a picada da abelha é p'ra recordar.
Subia às pereiras, colhia fruta, sempre com os adultos a ralhar;
Subi a um marmeleiro, colhi marmelos, não fui capaz de me de lá tirar.
Brincava de jantarinhos, imitava a mãe com seus sapatos,
Punha cremes e pós de arroz na cara, pintava os lábios, era feliz !
Tive uma infância feliz, por isso mesmo a recordo.
Fiz sempre tudo o que quis, até com brinquedos de corda.
Depois fui o que quis ser, pois às bonecas dei aulas
Com esses alunos brinquei, com eles sempre fiz gala.
Etiquetas: menina
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