Carta

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No alvorecer de um novo dia, este bom dia. Estive ontem contigo, mas fica sempre o melhor por dizer. O que nos enche é frequentemente transmitido pelas palavras que tão bem conseguimos trocar. O que nos falta não pode ser expelido porque não existe e muito sofregamente se espera dos outros. Pinto o egoísmo de cinzento porque o encontro muito, sem querer. Por dourado que o pinte, não consigo deixar de o ver cinzento. Na paleta suporto muita cor, mas nenhuma me faz substituir a tristeza que sinto na ausência de solidariedade. Notas o mesmo? Gostaria que me respondesses neste sentido.
Estou confusa e por isso preferi pintar olhando para ti. O global da tela é uma ternura cheiinha de sonhos partilhados, como o são as tuas folhas de escrita. Caracteres atrás de caracteres vais-te revelando como és - uma pessoa cheiinha de tudo. Do que te foi oferecido e do que adquiriste e conseguiste fazer. Mas deixa-me continuar.
Ainda estou longe de sentir melhor teu cheiro, de observar melhor teu rosto, de te desejar assim À minha tela falta ainda tinta e muita luz, preciso de ajuda para que esse colorido não se esvazie. Preciso do ar que todos os dias respiro e me enche os pulmões. Preciso do sol, preciso do cantarolar da chuva e do cantar das aves, preciso de ti. Das tuas palavras tão cheias de tanto, tanto, tanto!
E quero viver de mãos dadas contigo. E quero teu ombro amigo. E quero aquele abraço com que as tintas nos unem. E quero que a Natureza se mostre nas pétalas daquela flor. Entendes-me, não?
Pareço criança brincando aos adultos, pareces a bola com que quero jogar, anseio por tudo sem saber o quê. Dá-me a tua mão! Quero protecção, quero sentir na minha, a tua tão quente alma, quero que partilhes o recheio dessas mãos cheias de tudo que tudo escrevem, com aquelas que tudo pintam por muito amarem.
Que a coisa nenhuma, nenhuma mão encham.
Um abraço.
No alvorecer de um novo dia, este bom dia. Estive ontem contigo, mas fica sempre o melhor por dizer. O que nos enche é frequentemente transmitido pelas palavras que tão bem conseguimos trocar. O que nos falta não pode ser expelido porque não existe e muito sofregamente se espera dos outros. Pinto o egoísmo de cinzento porque o encontro muito, sem querer. Por dourado que o pinte, não consigo deixar de o ver cinzento. Na paleta suporto muita cor, mas nenhuma me faz substituir a tristeza que sinto na ausência de solidariedade. Notas o mesmo? Gostaria que me respondesses neste sentido.
Estou confusa e por isso preferi pintar olhando para ti. O global da tela é uma ternura cheiinha de sonhos partilhados, como o são as tuas folhas de escrita. Caracteres atrás de caracteres vais-te revelando como és - uma pessoa cheiinha de tudo. Do que te foi oferecido e do que adquiriste e conseguiste fazer. Mas deixa-me continuar.
Ainda estou longe de sentir melhor teu cheiro, de observar melhor teu rosto, de te desejar assim À minha tela falta ainda tinta e muita luz, preciso de ajuda para que esse colorido não se esvazie. Preciso do ar que todos os dias respiro e me enche os pulmões. Preciso do sol, preciso do cantarolar da chuva e do cantar das aves, preciso de ti. Das tuas palavras tão cheias de tanto, tanto, tanto!
E quero viver de mãos dadas contigo. E quero teu ombro amigo. E quero aquele abraço com que as tintas nos unem. E quero que a Natureza se mostre nas pétalas daquela flor. Entendes-me, não?
Pareço criança brincando aos adultos, pareces a bola com que quero jogar, anseio por tudo sem saber o quê. Dá-me a tua mão! Quero protecção, quero sentir na minha, a tua tão quente alma, quero que partilhes o recheio dessas mãos cheias de tudo que tudo escrevem, com aquelas que tudo pintam por muito amarem.
Que a coisa nenhuma, nenhuma mão encham.
Um abraço.
5 Comentários:
Bom dia, minha amiga.
Lembrando-me da conversa sobre comentários por regra favoráveis,hoje não comento.
Deixo-lhe essa tarefa e peço compare as primeiras entradas com as recentes, isto não na prosa ou na poesia, ou na prosa poética, como preferir, pois essa é sua, mas sim na arrumação, tipo de letra, adereços e outros tiques.
Vá e depois comente... Beijinho
Olá Biabisa!
Deixou de publicar os comentários?
Eu ainda estou cá... e não no nosso paraíso... bem gostava,mas só mais para o fim do mês...
Tenho lido e gostado dos seus textos!
Beijinhos e boas férias!
Já antes comentei este texto.
Desistiu ? Ou estacionou ?
Não me está a parecer seu.
Beijinho
Olá Alcinda!
Tenho andado um pouco no "descanso do guerreiro". Quanto aos comentários não tive consciência de ter feito alguma coisa contra, mas hoje o Prof. concertou. Um beijo. Luísa
Cara amiga Luisa
Pensei que se tinha retirado das lides electrónicas...tanta ausência...agora já sei a que se deveu.
Um grãozinho na emgrenagem, e ficamos emperrados com a máquina.
Vou lêr calmamente as suas msgs e comentarei tudo com prazer.
Até muito breve.
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