Outono

Já de manguinha vestida, recebi o Outono como benção. A temperatura não está má, estragos já fez, mas não por aqui. E desci à varanda para que estes negros calhaus me dêem a sensação de protecção. Depois da morte dos meus ascendentes senti uma solidão acompanhada de desprotecção que ninguém calcula. Ainda, de quando em vez, eu sinto angústia pela falta deles e nem escondo lágrimas. Apesar de ser a ordem natural, o "deixarem de se ver" custa um pouco (muito). Matamos saudades com fotos e recordações e vamos andando. Mas não os temos.
Mudando de assunto. As folhas das árvores despedem-se até para o ano (Primavera), as vinhas estão a pedir aos céus que lhes retirem os seus preciosos frutos, pois querem descansar, ganhar forças para tornarem a frutificar. E há vinhas encarnadas e louras e há cachos que irão ser divinos. E há uma vida morena, tostada pelo sol em cada criatura. Serão saudades de mar? De sol não pode ser já que o sol ainda aquece bem e quando arrefecer um pouco, virá o Verão de S. Martinho e dos marmelos. Iremos depois a um magusto. Até sempre.
2 Comentários:
Viva,viva fiz nova visitinha e gostei muito do que vi!
beijinhos
E como ela faz fotos tão giras...
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