sábado, 13 de dezembro de 2008

Opinião

Etiquetas:

Opinião


Artº encontrado na pesquisa de "Fotos de material ortopédico" na Net.

"Um camião com material ortopédico chegou esta manhã ao Centro João Paulo II em Fátim, oferta de uma organização sueca, para ser distribuído pelas Misericórdias Portuguesas.
O promotor da iniciativa, CARLOS QUARESMA, radicado há 24 anos na Suécia, referiu à Lusa que o material transportado é "diverso", desde camas eléctricas, cadeiras de rodas, canadianas e acessórios de WC, num total de 447 artigos.
O material ortopédico foi recolhido por uma fundação governamental sueca, tendo o seu transporte para Portugal, sido assegurado pela União das Misericórdias Portuguesas, que o irá distribuir pelas Santas Casas com mais necessidades.
Segundo esta União, todo o material está devidamente certificado em termos de segurança e higiene".
Este português organizou iniciativas idênticas para a Roménia, Vietname, Polónia e agora para Portugal, para onde já enviou algumas toneladas deste material.

E agora falo eu.

Esta notícia foi por mim vista e ouvida em 1ª mão por uma estação televisiva, onde o interlocutor questionava o presidente de uma Associação de Recolha de sangue portuguesa que, dado o seu conhecimento com Carlos Quaresma, recolhe e distribui gratuitamente muito deste material.
Apesar de se queixar da muitíssima burocracia do nosso país e da dificuldade que têm em colocar cá todo esse material, essa instituição mostrou ao mundo exemplos vivos do que afirmava.

Mas pasme-se!

Mudando de canal, fui dar com uma pessoa que está à frente de uma Instituição de Solidariedade Social muito conhecida, a pedir encarecidamente dinheiro ao povo português, para comprar cadeiras de rodas, camas articuladas e outros objectos de que, segundo ela, tem muita falta na Instituição que dirige.
Só pode ser por desconhecimento da notícia em cima transcrita, esse peditório! Pois, há pouco tempo, o Carlos Quaresma meteu em Portugal 11 mil toneladas desse material. Para onde foi não sei, mas até os Hospitais do Estado se fartam de pedir desse material e não só! Eu repito, vieram já para Portugal 11 mil Toneladas . E continuam a sacrificar (pedindo) o povo que, cada vez mais, vive com a corda na garganta.
Realmente o povo português é muito solidário e deve continuar a sê-lo, mas não deve ser parvo e disso tem muito.

Etiquetas:

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Voluntariado

AMIZADE
VOLUNTARIADO? Não, muito obrigada.
Como já depreenderam, sou completamente contra qualquer tipo de voluntariado, enquanto houver tãoãoãoão grande taxa de desemprego jovem no meu país.
Para mim a palavra voluntariado só faz sentido nas amizades e convívios entre gentes. Como é possível que tanto se desresponsabilizem as empresas e o Estado, esquecendo os próprios cidadãos portugueses!
Não faço voluntariado, não faço, não faço e pronto. Bem basta que seja obrigada a ser empregada, de quem não conheço minimamente. Mesmo assim rodeio a coisa e procuro não sê-lo.
Nas estações de serviço, se forem self service, saio do meu carro e procuro alguém que me sirva. Engraçado, que, servindo-me, procuram sempre ensinar-me a colocar gasolina no meu carro. Finjo não entender e continuo sempre a fazer a minha vontade. Não sou empregada das gasolineiras, nem dos seus proprietários. "NÃO PONHO GASOLINA NO MEU CARRO"! Esta gente não coloca empregados, porque os pobres consumidores que já pagam os combustíveis a peso de ouro, fazem voluntariado com todo o gosto, esquecendo que têm, em casa, os jovens familiares sem trabalho, sujeitando-os a procurar aquele emprego fácil que não dignifica ninguém, mas que é muito, mas muito rentável e que, embora não gostem de viver de consciência aos pulos, é o que mais depressa encontram e os familiares não se importam de concorrer para isso. Estarei a pensar mal?
Há outros tipos de voluntariado que ainda não consegui retirar de cima de mim: A leitura do contador da água e mandá-la, ou levá-la à empresa que nos vende a água mais cara do país. Até isso o pobre consumidor tem que fazer pagando do seu bolso, quando há tanto desemprego ! Não se esqueçam dos lucros brutos auferidos por esta e outras empresas.
Entrei há tempos numa loja enorme de pronto a vestir internacionalmente conhecida e colocada num enorme centro comercial e deparei com o seguinte:
Apenas existia uma funcionária na caixa. As pessoas serviam-se, experimentavam, pagavam e saíam. Eu, como sou pequena de estatura, não consegui retirar o cabide da peça pretendida, para a experimentar. Dirigi-me à caixa e pedi ajuda, a funcionária respondeu--me que não podia sair dali e fiquei sem poder comprar, ali, o que pretendia. Não tinha um escadote para subir e não fiz voluntariado. Continuo a dizer que não sou empregada da loja, mas há muita gente que gostaria de o ser com certeza. E por aí a fora... Que este meu artº sirva ao menos para despertar consciências e deixarmos de ser tão parvos.
De qualquer maneira, sei que há quem goste de o fazer e o faça. Mas quando isto acontece perante pessoas adultas que são seniores, mas não são parvas, façam-no, mas com consciência e bem feito, porque esses adultos, com certeza, pagaram para serem bem atendidos.

Etiquetas:

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Opinião

SOLIDARIEDADE
Começou na Comunicação Social o peditório para tudo quanto é coisa. Proliferam por todo o lado as Instituições de Solidariedade Social apenas e só com a benção do Estado e contando, (desculpem) com o ovo no cu da galinha. Acontece, porém, que a necessidade e importância dessas casas é muito grande. No entanto, os cidadãos que possam necessitar dessas instituições, são portugueses e o Estado tem obrigações para com eles. Cria estas casas para outros governarem. Mas como? Se a sociedade vive cada vez mais com o mínimo, se o desemprego cada vez é maior, se os que trabalham cada vez são mais espoliados em impostos e outras coisas, como é possível alguém contar com solidariedade?
E há ainda aqueles que querem contar com os outros para uma simples conversa e que ninguém encontram. Essa é a mais dura noção de vida, tem-se tudo e nada se tem. Esse tipo de solidariedade passa completamente despercebida aos olhos do mundo, e é a mais necessária.
Todos precisamos de ter gomos de laranja com quem repartir pedaços de vida.
Mas financiarmos Instituições de Solidariedade Social, é estarmos constantemente a desresponsabilizar o Estado das suas obrigações. A Comunicação Social enjoa de tanto pedir e eu, carrego no botão e deixo de os ouvir. Quem me ajuda a mim?
Se alguém ler este artº, por favor comente-o, para me fazer compreender o que, neste aspecto, eu não entendo e apenas me irrita.

Etiquetas:

Opinião




Laranjas laranjas laranjas
No fim de almoço, normalmente, como uma laranja de sobremesa. Gosto muito, mas hoje, deu-me que pensar.
Tirando-lhe a casca, o seu interior está cheio de gomos em círculo. Lá dentro um pequeno tubo branco une os gomos, numa atitude de oferta de segurança.
Abri-a. Cada gomo era, para mim, um amigo docinho. Ao encontrar uma semente, acho que esse amigo (gomo) não é tão bom assim. E passo ao próximo, docinho colorido e apetecível lá continuo a contar e a saborear os meus amigos. E foi assim até ao fim comendo laranja, bebendo o seu sumo, lembrando aqueles que eu considero meus amigos. A laranja é o meu mundo, os gomos e o sumo todos os meus amigos.

Etiquetas: