segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Viagens

2º Dia em Porto Santo.
Nota:Gostaria de colocar algumas fotos nestes textos, mas a digital pifou, tirei fotos com uma descartável que está, neste momento, a revelar. Aparecerão mais tarde.
Dormi muitíssimo bem. Acordei por volta das 8 ao som de tiros de caçadeira, muito latido de cães e muito movimento estranho.
Fiz a minha higiene diária e, por volta das 9 e... estava a tomar um pobrezinho pequeno almoço. Café com leite e pão com manteiga, pouco mais.
Subi a escada e vim beber a minha biquinha deliciosa com sabor a " sopa de letras" na sala de estar do Hotel, até às 11h. Fui, então, ao quarto preparar-me e saí para apanhar o autocarro para o Centro. Fui ouvir missa à Igreja da Piedade e, por fim fui ver a CASA MUSEU DE PORTO SANTO que homenageia Cristóvão Colombo como um habitante e proprietário dessa casa durante a sua permanência nesta ilha.
E almocei no Solar do Infante, um belo de um ensopado de borrego com arroz branco. Como entrada comi bolo do caco com manteiga de alho e salsa. Apenas uma delícia destas ilhas. E não gostei da sobremesa.
Depois o circuito da ilha. Lá fui, tirei umas fotos, mas não encontrei a verdura dos Açores ou mesmo da Madeira. A ilha é inóspita, de alturas completamente rapadas e, como única vegetação cactos bonitos, ou qualquer planta resistente à falta de chuva existente aqui. Porque aqui não chove . E continuo dizendo Meu Deus!
Terei que digitalizar as fotos. Estou em 2, tiradas por um serôdio companheiro de passeio. E... a propósito de serôdios, sempre vos quero dizer que vieram alguns casais desses, talvez em 2ªs ou 3ªs núpcias. De registar, não acham? É que a atracção sexual não morre nunca, o amor? Esse não sei que diga! Esta zona foi sempre muito propensa para "maravilhas de ajustamento humano". Às vezes até aparecem nas Agências grandes promoções para o efeito. Se o bolo do caco ou o de mel de cana ajudam? É capaz, pelo menos o de mel de cana é bem docinho e agradável. E acompanhado de uma poncha? Nem sei que diga, é afrodisíaco.
Aliás, tudo nestas ilhas convida ao amor. Tudo, porque estou em Porto Santo, um pouco desiludida com falta de verde, mas encantada pela areia da praia e por este Atlântico de sonho.
E fui jantar bacalhau com natas e pêssego de calda.
Até amanhã.

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Porto Santo viagem

1º Dia

Meu Deus! Por pouco não perdi o avião.
Mandaram-me ir para o terminal 2, ou seja, para os voos domésticos. Não é que não sabia onde era? Como vi chegar a hora e de pessoas nem viv'alma, lembrei-me de me ir informar. E continuo a dizer, Meu Deus! Tinha que tomar um autocarro, e demoraria quase 10m a chegar.
e pronto. Depois tudo correu bem e às 10h estávamos em Porto Santo. E às 11 num Hotel num perfeito deserto, mas muito perto da praia e do mar.
Deitei as mãos à cabeça e tornei a dizer: - Meu Deus!
Tentei acalmar e subi ao meu quarto. Que não era só quarto. Era também uma simpática salinha com sofás, T.V. e até frigorífico. Um WC pequeno mas limpinho, uns turcos muito limpos e bons. GOSTEI.
Lavei-me, mudei de roupa, e fui para a rua saber como deixar este deserto. Fui para uma paragem de autocarro e passado algum tempo, lá fui eu para o Centro. Andando nas minhas descobertas, encontrei um Pingo Doce e entrei por bolo do caco ou do de mel de cana de que gosto muito. Comprei umas bananas e maçãs que me apeteceram e 2 garrafitas de água, cada uma por 0,07 cêntimos. Incrível.
E dei conta de um miminho do Manel.
E dei conta de um miminho do Miguel.
O jantar foi de massa fuzilli com panados (porco? ou perú?) e salada de fruta.
E fui dormir.

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

viagens



VIAJO NUMA DE NATAL


Procuro seres onde amor haja
azevinho num pinheiro
no sapatinho cristal
céu estrelado na noite
no desamparo consolo
alguém no isolamento
na paixão ternura
compreensão na vivência


VIAJO NUMA DE NATAL

Procuro seres na
. companhia
. solidão
. comunicação e ...
nem sequer vejo doçura
nos seres que procuro e
que procuram 1 cálice de
amor.

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sábado, 30 de agosto de 2008

Marão




POR TERRAS DE MIGUEL TORGA
De Alijó a S. Martinho de Anta. Estradas estreitas, muito movimento de emigrantes, muito dinheiro a ser movimentado, muitas vivendas novas, algumas com traças pireneenses e uma grande feira. Reinam os enchidos e as carnes fumadas e sêcas. Há gente a levar às costas 2 presuntos, além de grandes sacadas de enchidos e queijos. O cheiro é agradabilíssimo, apetece-me
uma boa sandwich de qualquer coisa destas. Mas resisto. O movimento é grande e tenho que sair de lá. Pelo caminho a casa onde nasceu e viveu o poeta e escritor. De cara lavada mas pouco cuidada, é hoje pertença de sua única filha que, raramente lá vai após a morte do pai.
Miguel Torga ou Adolfo Correia da Rocha nasceu numa família muito humilde e, porque era preciso na agricultura para ajuda paterna, apenas fez a instrução primária. Um tio que vivia no Brasil, numa das suas vindas a Portugal e vendo que o rapaz não tinha futuro ali, levou-o consigo e a ele se afeiçoou de grande. Lá permaneceu alguns anos mas pensou regressar a Portugal. A expensas do tio, instalou-se num pequeno quarto alugado em Coimbra onde fez o antigo 2º ano dos Liceus. No ano seguinte e mudando para um quarto melhorzinho, conseguiu tirar os antigos 3º, 4º e 5º anos dos Liceus. Assim e tirando os antigos 6º e 7º anos dos Liceus entrou na Faculdade de Medicina. Mudou-se então para uma República entrando em Tertúlias e frequentando a vida literária da época. Especializado em Otorringolaringologia, montou o seu consultório em frente ao basófias Mondego e aí trabalhou até se reformar. Com uma vasta obra, Miguel Torga é digno de bem se conhecer.
Em S. Martinho de Anta existe ainda muita gente que o conheceu e conversou com ele.
É uma aldeia pequenina, onde existe, por todo o lado, a sua poesia. Na aldeia, apenas se nota tristeza pelas ideias políticas que ele abraçou.
Já conhecia, mas gostei de lá voltar.
Súplica
Agora que o silêncio é um mar sem ondas
E que nele posso navegar sem rumo
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
o nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz, seria
Matar a sede com água salgada.
Miguel Torga

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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Viagem



Biblioteca em Alijó onde, neste
momento estou.
Jardim de Alijó e Capela do Sr. do Andor

Hoje, depois do pequeno almoço, visitámos um cantinho bonito onde bebemos um bom café e fomos até à Biblioteca procurar um computador com Internet. E achei. Enquanto eu escrevo
e alindo o meu blog, noutro computador a minha 2ª prima lê outros de outros alguéns. E assim passamos a manhã.
Numa terra onde os idosos nada têm para se entreterem, encontrei Internet gratuita, onde eles não sabem tocar. Não existe um Lar de Idosos, um Centro de Dia, nem sequer um M.E.V. ou seja um Movimento de Esperança e Vida criado pela Igreja Católica . Os idosos pouco passeiam, porque os jovens em idade vão de lá fugindo e eles não pertencem à época da carta de condução quase obrigatória aos 18 anos. A Junta de Freguesia lá os vai tirando de casa de quando em vez, mas pouco. E o desenvolvimento do interior é o que se sabe ... Mas vai-se desmadrugando um dia atrás do outro e do outro e do outro. O tempo demora a passar, sentem-se mais as dôres, dá-se mais conta do que se não tem. Nem o Jardim é muito visitado. Os reformados vão para a tasca, enquanto as aposentadas ficam em casa, sem sequer ter parceiro para jogar às cartas. Não têm computador, nem sabem mexer-lhe. Dormita-se no sofá a toda a hora. A TV (generalista) não interessa a ninguém. Cabo não têm, nem quase se tem conhecimento da sua existência. Assim, é difícil, o mundo habitacional torna-se sensaboria, a vida começa a não ter razão, porque para rendas e bordados, onde estarão as mãos?
Mesmo assim, para estes idosos, a vida tem muito açúcar.
E poderia continuar com estas poeiras solarengas, que não incendiavam.

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sábado, 5 de julho de 2008

Beira mar


Oeste Litoral


Caminhando num qualquer destino incerto de uma pista negra de alcatrão, curvo e descurvo o volante sem sequer divisar quem ou o quê. De repente apeteceu-me curvar à direita e seguir em frente em direcção ao mar. Uma aldeia de casas baixas, rostos inquisidores, velhos ... que não se sentam ao sopé da porta, nem vivem de chave por fora ... e um prédio. Separado do resto por magros 200 metros, dentro de muros, há um mundo à parte dessa gente, um mundo urbano dentro do rural, um grupo incógnito a invadir privacidades e intimidades saloias.

Tudo faria depreender a chegada ao Paraíso. A Serra de Sintra e o Palácio da Pena, as Torres do Convento de Mafra e a reserva da fauna que se vislumbra daquele imóvel, dava a perceber que Deus vivia ali.

A paz era maior que muita, mas ninguém se conhecia. A comunicação humana, inexistente, era substituída pela do vento, do mar, raivoso às vezes, e da chuva.

Pelas arribas procura-se a maresia, a libertação, a ânsia de infinito, o aliviar stress e o purificar físico tão enevoado por poluições existentes em tudo.

Páro num degrau do farol. Como o piso é muito irregular, cansei e tento agora refazer forças. Daqui olha-se o minúsculo cais, tão pequeno e tão sombrio, mas tão visitado. Reparo nas pequenas embarcações que dali partem, nos mais pequenos ainda, habitantes deles, nos arrastos, nas artes, em tudo o que necessitam para partir mar fora.

E vou seguindo, contornando, em direcção ao mar. O meu trajecto é agora através de um "carril" por entre casuarinas, tojos, piteiras e ervas, umas floridas, outras não, com insectos voltejando ou fugindo mas sempre procurando aquele algo de que necessitam. Este é o meu redor. Agora é um cãozito que, quem sabe, me viu pôr um pé na propriedade do dono. Não lhe demonstro medo. Chamo-o, apresento-lhe uma bolacha, acaricio-o e logo tenho um amigo. A sua cauda não pára de contentamento e a expressão do seu focinho quase parece falar. Como continuo a caminhar, acompanha-me um pouco, para logo me abandonar.

- Boa tarde! - dizem-me.

- Boa tarde! - respondo.

E o mar vai puxando seu reposteiro de névoa, que, antes aberto, me deixava sonhar com o interior daqueles porta contentores flutuando na linha do horizonte. Já pouco os vou vendo. O mar vai acabar por puxá-lo completamente. Obrigatoriamente evito a curiosidade que tanto me leva ao sonho.

Feliz, ouço pássaros, gaivotas, seres frágeis pela pequenez, enormes pela sensibilidade, que nos acordam. Alguma vez seria eu capaz de matar uma perdiz?

Se, no prédio, a comunicação é inexistente, se ninguém se revê no outro, como não hei-de abraçar e conviver com os animais que encontro e com quem converso!


Rodei o volante e regressei a casa.

Sentada no sofá, procurei sentir, ainda mais, aquela suave tarde onde o sol foi ouro, o mar esmeralda, os insectos beleza e o cão amor.E fiquei feliz.

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terça-feira, 1 de julho de 2008

3º dia


















FLORENÇA, MONTE LA VERNA e AREZZO


Florença manhã dedicada a visitas na cidade. O Centro Histórico de Florença. Visita à Catedral, à Piazza della Signoria e o Palazzo Vecchio. A Igreja de Sta Cruz e os frescos maravilhosos de Giotto.


De tarde Monte La Verna . Visita a esse importante Santuário franciscano onde S. Francisco recebeu os estigmas de Jesus Cristo. Fica situado num altíssimo ermo em plenos Apeninos de onde se disfruta uma bela paisagem.
Dormida em Arezzo.

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2º dia



Pádua, Bolonha, Pisa e Florença Pádua que os italianos denominam de Padova. Visita à majestosa Basílica di Sant'António, também conhecida como Igreja de Il Santo. Foi construída em 1232 para abrigar os restos mortais deste Santo. Manhã livre.
Bolonha Visita ao centro histórico. A Piazza Maggiore e a Piazza del Nettuno. A Universidade de Bolonha é a mais antiga da Europa.
Pisa Breve visita à cidade situada nas margens do rio Arno. A Catedral, o Baptistério, o Campo Santo e a famosa Torre inclinada.
Um grande comércio de rua e o ouvir língua portuguesa. Virei-me. Era um guineense de Bissau que ali fazia o seu negócio de malas. Bonito!

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segunda-feira, 28 de abril de 2008

PRAGA




PRAGA

Em 3 dias e 2 noites soube-me bem percorrer um pouco das ruas de Praga. Cheias de História, visitei alguns monumentos, como esse castelo com que ladeei esta crónica. Só como nota, aí viveram refugiados a nossa Zlata e Franz Kafka.
Do Hotel, observei esta ponte que se chama CHARLES BRIDGE em honra do Imperador Charles IV, pois foi construída durante o seu reinado, pelo arquitecto Petr Parlé em 1357 (começo). Aliás o mesmo arquitecto construiu também St. Vitus Cathedral e o próprio castelo de Praga.
Na Cultura esta cidade é um espanto. Apenas friso um escritor ainda vivo Jiri Stranski um dissidente que relata num dos seus livros a célebre Primavera de Praga. Em relação a música, a própria cidade é música por todo o lado. Na Praça da Cidade Velha, ouvi um concerto; eram árias musicais de Antonin Dvoräk e Bedrich Smetana.
Não vi sol nem chuva, e tive saudades da luminosidade do nosso Portugal. Foi bom.

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